Caderno de Notícias
Nóticias mais marcantes do dia...atualizada..só pra você...
Aqui nesse caderno Você fica ligado com as notícias do mundo todo...onde todos os dias..serão renovadas...Discutiremos os acontecimentos mais marcantes nesse dia...
- América Latina:
Bogotá descarta nova mediação de Chávez na troca de reféns
O governo colombiano descartou, nesta sexta-feira (28), a volta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como mediador da troca de reféns das Farc por rebeldes presos, apesar da decisão da guerrilha de entregar três seqüestrados ao líder venezuelano.
"É uma decisão já tomada. O governo foi muito claro sobre isto", disse o alto comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo, em Villavicencio, 95 km a leste de Bogotá.
Villavicencio é a base da primeira etapa de uma operação internacional, elaborada por Chávez, para resgatar os reféns das Farc Clara Rojas, de 44 anos, seqüestrada em 2002; seu filho Emmanuel, de 3, nascido no cativeiro; e a ex-congressista Consuelo González, 57, detida desde 2001.
Na quarta-feira passada, ao anunciar a logística para a operação de resgate, Chávez disse que se Bogotá lhe pedir, poderá retomar seu papel de mediador para a troca de mais de 40 reféns das Farc por cerca de 500 rebeldes presos.
Na quarta-feira passada, ao anunciar a logística para a operação de resgate, Chávez disse que se Bogotá lhe pedir, poderá retomar seu papel de mediador para a troca de mais de 40 reféns das Farc por cerca de 500 rebeldes presos.
Restrepo destacou que quando o presidente Alvaro Uribe decidiu suspender a mediação de Chávez e da senadora colombiana Piedad Córdoba, "o fez com muita serenidade e clareza", expondo suas razões.
Segundo o comissário, o principal motivo foi a insistência das Farc em exigir a criação de uma zona desmilitarizada nos municípios de Pradera e Florida, no sudoeste da Colômbia.
"Lamentavelmente, as Farc jamais falaram em Caracas de um acordo humanitário. Não entregaram uma fórmula ao presidente Chávez, e isto esgotou sua mediação...", disse Restrepo.
O alto comissário para a paz destacou que "é preciso fazer pressão internacional sobre as Farc" e não sobre o governo colombiano, pois "são eles os seqüestradores".
- Oriente Médio:
Funeral de Benazir atrai milhares e Paquistão mergulha na violência
Milhares de pessoas se reuniram nesta sexta-feira (28) na localidade paquistanesa de Naudero para dar seu último adeus à dirigente opositora Benazir Bhutto, assassinada na véspera em um atentado a bomba.
Sua morte deflagrou uma onda de violência no país que fez ao menos 19 vítimas em 24 horas. Carros e lojas foram queimados e centenas de manifestantes enfrentaram a polícia em várias regiões do país.
Sua morte deflagrou uma onda de violência no país que fez ao menos 19 vítimas em 24 horas. Carros e lojas foram queimados e centenas de manifestantes enfrentaram a polícia em várias regiões do país.Nesta sexta-feira (28) uma bomba matou quatro pessoas, entre elas um político do partido que apóia o presidente Pervez Musharraf, no noroeste do Paquistão, informou a polícia. O atentado com bomba ocorreu no Vale de Swat, no noroeste do Paquistão, segundo a polícia.
As televisões paquistanesas mostraram imagens do cortejo fúnebre, encabeçado por um veículo que transportava o caixão da ex-primeira-ministra até o mausoléu da família Bhutto em seu povoado natal, Garhi Khuda Baksh.
O corpo da dirigente estava envolvido com as cores vermelha, verde e preta da bandeira de sua legenda política, o Partido Popular do Paquistão (PPP), enquanto centenas de pessoas aguardavam para dar seu último adeus.
Estavam presentes sua irmã Sanam -a única que restou viva na família-, seu marido, Asif Zardari, e seus três filhos, que escutaram os cânticos dos seguidores de Benazir.
O corpo da dirigente estava envolvido com as cores vermelha, verde e preta da bandeira de sua legenda política, o Partido Popular do Paquistão (PPP), enquanto centenas de pessoas aguardavam para dar seu último adeus.
Estavam presentes sua irmã Sanam -a única que restou viva na família-, seu marido, Asif Zardari, e seus três filhos, que escutaram os cânticos dos seguidores de Benazir.
Também foi à cerimônia o vice-presidente do PPP, Amin Fahim, cuja legenda declarou 40 dias de luto enquanto debate sua participação nas próximas eleições legislativas, previstas para o dia 8 de janeiro.
O corpo da dirigente foi transportado durante a madrugada em um avião militar C-130 até a cidade de Sukkur (no sul do país), de onde partiram até sua localidade natal.
Bhutto será enterrada no mausoléu da família, onde descansa seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, primeiro-ministro do país entre 1973 e 1977 e que foi derrubado pelos militares e enforcado em 1979. Zulfikar teve quatro filhos, dos quais três foram assassinados.
O corpo da dirigente foi transportado durante a madrugada em um avião militar C-130 até a cidade de Sukkur (no sul do país), de onde partiram até sua localidade natal.
Bhutto será enterrada no mausoléu da família, onde descansa seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, primeiro-ministro do país entre 1973 e 1977 e que foi derrubado pelos militares e enforcado em 1979. Zulfikar teve quatro filhos, dos quais três foram assassinados.
Dezenove pessoas morreram nos distúrbios de rua que se seguiram ao assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, segundo um novo balanço anunciado nesta sexta-feira pelas forças de segurança do Paquistão, informa a agência France Presse.
Um dirigente da al-Qaeda no Afeganistão, Mustafá Abu al-Yazid, reivindicou a responsabilidade pelo assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto em nome da organização terrorista, informou a agência de notícias Adnkronos International (conhecida como AKI).
"Acabamos com um ativo muito valioso dos Estados Unidos, que tinha jurado derrubar os mujahedin", disse Yazid por telefone à correspondente da agência na cidade paquistanesa de Karachi.
A notícia da AKI, agência com sede em Roma e que divulga suas informações em árabe, inglês e italiano, acrescenta que o "número dois" da al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, decidiu assassinar Bhutto, em outubro. Para executar o assassinato a rede formou "esquadrões da morte". Um deles recrutou um voluntário do hoje dissolvido grupo extremista Lashkar-i-Jhangvi, da região do Punjab, no leste do Paquistão, que ontem assassinou Bhutto, ainda segundo a AKI. Em outra notícia, a agência afirma que Zawahiri ordenou o atentado num vídeo de uma hora e meia, divulgado pela internet dia 17 de dezembro.
Bhutto morreu nesta quinta-feira (27) em um atentado a bomba no Paquistão quando articipava de um comício político na cidade de Rawalpindi, a 12 quilômetros da capital, Islamabad. Bhutto retornou ao país em outubro, depois de anos de exílio, e era considerada uma das favoritas nas eleições parlamentares de 8 de janeiro. Ao menos 20 pessoas morreram neste atentado a bomba, e 40 ficaram feridas. Benazir morreu por causa de ferimentos no pescoço e no peito, quando se preparava para deixar o ato político. Ainda não está claro se os ferimentos foram causados por tiros ou por pedaços da bomba que explodiu.
- Europa:
Reino Unido e Suíça desaconselham viagens ao Paquistão
Os governos de Reino Unido e Suíça recomendaram nesta sexta-feira a seus cidadãos que não viajem ao Paquistão por causa do assassinato da líder opositora paquistanesa Benazir Bhutto.
A ex-primeira-ministra morreu na quinta-feira, em um atentado perpetrado em Rawalpindi, próximo de Islamabad, e no qual também foram assassinadas outras 20 pessoas após a realização de um comício.
O Ministério das Relações Exteriores britânico desaconselhou, em seu site oficial, as viagens ao país, depois dos surtos de violência suscitados após a morte de Bhutto.
Quanto aos cidadãos britânicos que se encontram atualmente no Paquistão, o governo lhes aconselhou que permaneçam afastados das ruas, já que é previsto um aumento da violência após o funeral da líder opositora.
A ex-primeira-ministra morreu na quinta-feira, em um atentado perpetrado em Rawalpindi, próximo de Islamabad, e no qual também foram assassinadas outras 20 pessoas após a realização de um comício.
O Ministério das Relações Exteriores britânico desaconselhou, em seu site oficial, as viagens ao país, depois dos surtos de violência suscitados após a morte de Bhutto.
Quanto aos cidadãos britânicos que se encontram atualmente no Paquistão, o governo lhes aconselhou que permaneçam afastados das ruas, já que é previsto um aumento da violência após o funeral da líder opositora.
Já a Chancelaria suíça desaconselhou viagens ao país asiático "até que a situação se esclareça".
"Após este atentado, as tensões políticas se acentuaram. Algumas cidades são palco de revoltas e manifestações", diz a Chancelaria, que recomenda às pessoas que necessitarem ir ao país que se abstenham de se aproximar de locais muito movimentados.
O governo suíço alertou ainda para o fato de que, no passado, estrangeiros e instituições cristãs foram alvo de ataques no Paquistão.
- E.U.A:
Assassinato de Benazir Buttho ressalta fracasso de Bush
O assassinato de Benazir Bhutto na quinta-feira (27) deixou em ruínas o frágil esforço diplomático empregado pelo governo Bush neste ano com o objetivo de conciliar as facções políticas profundamente divergentes no Paquistão. Agora, com dificuldade, tentam analisar as opções que restam, ainda mais limitadas, à medida que a influência norte-americana nos assuntos internos do Paquistão continua decaindo.
Na quinta-feira (27), representantes da embaixada dos Estados Unidos em Islamabad recorreram aos membros do partido político do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, de acordo com um oficial da administração do alto escalão. O próprio fato de os representantes chegarem a dialogar com simpatizantes de Sharif, que, segundo eles, tem vínculos demais com islâmicos, é indicativo do quanto será difícil encontrar um parceiro em quem os Estados Unidos confiem plenamente. O assassinato ressaltou, de forma impressionante, o fracasso de dois dos principais objetivos do presidente Bush na região: a busca por levar a democracia ao mundo muçulmano e seu esforço para expulsar militantes islâmicos que se firmaram obstinadamente no Paquistão, país com poderio nuclear considerado marco zero na luta de Bush contra o terrorismo, apesar dos extensos esforços da administração para erradicar a al-Qaeda da fronteira Paquistão-Afeganistão.



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