Caderno de Notícias
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- América Latina:
Chávez: Emmanuel está livre e isso é o que importa

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou no domingo a identificação de Emmanuel como o filho da política Clara Rojas nascido em cativeiro, um dos reféns que o grupo guerrilheiro Farc havia prometido entregar ao venezuelano.
Chávez liderou em 31 de dezembro uma frustrada operação para receber Rojas, Emmanuel, seu filho de três anos, e a ex-congressista Consuelo González das mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que suspenderam a entrega no último momento.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que a libertação dos sequestrados não aconteceu porque os guerrilheiros não estavam com Emmanuel e afirmou que o menino estaria desde de 2005 sob a proteção de um instituto governamental infantil, hipótese recebida com ceticismo por Caracas.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que a libertação dos sequestrados não aconteceu porque os guerrilheiros não estavam com Emmanuel e afirmou que o menino estaria desde de 2005 sob a proteção de um instituto governamental infantil, hipótese recebida com ceticismo por Caracas.
Mas as provas preliminares de DNA realizadas no menino confirmaram sua identidade e em seguida o grupo guerrilheiro reconheceu que não estava com Emmanuel, acusando o governo colombiano de sequestrá-lo para frustrar a operação humanitária liderada por Chávez.
"O governo emitiu um comunicado e essa é nossa posição. Mas acima de qualquer versão ou disputa política, o mais bonito e importante é que Emmanuel está livre", disse Chávez em seu programa dominical de rádio e TV, Alô, Presidente.
Depois da fracassada operação de entrega de reféns, Chávez disse no domingo estar "esperando novos contatos" com as Farc para conseguir a libertação de Clara Rojas e Consuelo González.
- Oriente Médio:
Gaza: incursão de Israel mata quatro palestinos
Quatro palestinos, entre eles uma mulher, morreram neste domingo durante uma operação do Exército israelense contra a Faixa de Gaza, informaram fontes médicas.
Ahmad Jalaf, de 29 anos, foi morto por um disparo de morteiro quando unidades israelenses e combatentes palestinos se enfrentaram no campo de refugiados de El Bureij, no centro da Faixa de Gaza.
Ahmad Jalaf, de 29 anos, foi morto por um disparo de morteiro quando unidades israelenses e combatentes palestinos se enfrentaram no campo de refugiados de El Bureij, no centro da Faixa de Gaza.
Três pessoas já haviam morrido por causa da operação militar; 50 ficaram feridas.
Duas das vítimas, entre elas uma mujer, Iman Hamdane, morreram ao ser atingidas por um míssil que caiu em uma casa. A outra, um adolescente de 17 anos, foi morto por disparos de soldados.
Um porta-voz do Exército israelense em Tel Aviv confirmou que "estavam sendo realizadas operações israelenses de rotina a aproximadamente um quilômetro no interior do centro da Faixa de Gaza", quando começaram enfrentamentos com ativistas palestinos.
Um soldado israelense ficou gravemente ferido.
O Exército também atacou um grupo de ativistas palestinos armados no setor de Beit Hanun, sem causar vítimas, segundo testemunhas.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou neste domingo que seu governo responderá com mais severidade aos ataques com foguetes lançados contra o território hebreu a partir da Faixa de Gaza.
- Europa:
Avalanchas na Áustria deixam 9 mortos
Uma série de avalanchas nas montanhas austríacas nos últimos dias matou nove pessoas, após o falecimento, neste final de semana, de três esquiadores, informaram neste domingo os serviços de socorro.
No sábado, um esquiador italiano de 34 anos morreu na região de Grossarl, província de Salzburgo (centro), e um esquiador austríaco de 41 anos faleceu na zona de Judenburg (centro).
Um terceiro esquiador, um alemão de 32 anos, foi encontrado neste domingo, após ser levado por uma avalancha na véspera, na região de Vils, no Tirol (oeste).
No total, as avalanchas mataram cinco austríacos, três alemães e um italiano durante esta semana na Áustria.
No sábado, um esquiador italiano de 34 anos morreu na região de Grossarl, província de Salzburgo (centro), e um esquiador austríaco de 41 anos faleceu na zona de Judenburg (centro).
Um terceiro esquiador, um alemão de 32 anos, foi encontrado neste domingo, após ser levado por uma avalancha na véspera, na região de Vils, no Tirol (oeste).
No total, as avalanchas mataram cinco austríacos, três alemães e um italiano durante esta semana na Áustria.
- E.U.A:
Ex-senador pede impeachment de Bush e Cheney
O ex-senador George McGovern, candidato presidencial democrata em 1972, pediu hoje ao Congresso dos Estados Unidos para que inicie um julgamento político (impeachment) contra o presidente George W. Bush e o vice-presidente Dick Cheney.
"Quando entramos no oitavo ano da administração Bush-Cheney cheguei, a meu pesar, à conclusão que o único curso honorável é urgir o julgamento político" de ambos, escreveu McGovern em artigo publicado pelo jornal The Washington Post.
McGovern foi o candidato presidencial do Partido Democrata em 1972, quando se destacou por sua posição contra a Guerra do Vietnã e foi derrotado pelo republicano Richard Nixon.
"Quando entramos no oitavo ano da administração Bush-Cheney cheguei, a meu pesar, à conclusão que o único curso honorável é urgir o julgamento político" de ambos, escreveu McGovern em artigo publicado pelo jornal The Washington Post.
McGovern foi o candidato presidencial do Partido Democrata em 1972, quando se destacou por sua posição contra a Guerra do Vietnã e foi derrotado pelo republicano Richard Nixon.
Foi durante aquela campanha eleitoral quando pessoas contratadas pela Casa Branca entraram ilegalmente em um escritório do Partido Democrata no edifício Watergate, em Washington, em um incidente que conduziria dois anos depois à renúncia de Nixon.
McGovern disse que naquela época ele se manteve à margem dos pedidos de julgamento político contra Nixon porque pensou que, se tivesse se somado, teria sido visto como uma expressão de revanche pessoal contra o presidente que o tinha derrotado.
"As coisas são diferentes agora", acrescentou.
"Bush e Cheney são, claramente, culpados de várias transgressões merecedoras de julgamento político", escreveu o ex-senador de Dakota do Sul. "Violaram repetidas vezes a Constituição. Têm transgredido leis nacionais e internacionais. Mentiram para os cidadãos americanos várias vezes".
"Sua conduta e suas políticas bárbaras levaram nosso amado país a uma diminuição histórica perante os olhos dos povos do mundo", acrescentou. "Estes são realmente 'crimes graves e delitos', para usar a norma constitucional".


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