Caderno de Notícias:
América Latina:
Restos de vítimas de paramilitares e das Farc são exumados
Os corpos de seis vítimas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e de três mortos pelos esquadrões paramilitares de extrema-direita foram exumados esta semana, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais.
Os restos das seis vítimas das Farc foram recuperados esta semana nas zonas rurais de Guayaquil e Rancho Largo do município de Argelia (Antioquia, cerca de 450 quilômetros ao norte de Bogotá), informou a Procuradoria-Geral em comunicado.
O organismo indicou que, segundo as investigações, as seis pessoas foram assassinadas pela frente número 47 das Farc, liderada pela guerrilheira conhecida como Karina.
Segundo os legistas, os corpos recuperados são de três adultos e três menores de idade que foram assassinados há 5 ou 7 anos.
Outros três corpos de pessoas mortas por paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) foram exumados esta semana no município de San Cristóbal, nas cercanias de Medellín (capital de Antioquia).
As AUC participaram de conversas de paz com o Governo entre 2003 e 2006 e dentro desse processo desmobilizaram mais de 31.000 combatentes.
Um dos ex-chefes dessa organização, Diego Fernando Murillo Bejarano, conhecido como "Adolfo Paz" ou "Don Berna", confessou no dia 26 de novembro que existem valas comuns com restos de mais de 500 vítimas dos paramilitares em Antioquia.
Os restos das seis vítimas das Farc foram recuperados esta semana nas zonas rurais de Guayaquil e Rancho Largo do município de Argelia (Antioquia, cerca de 450 quilômetros ao norte de Bogotá), informou a Procuradoria-Geral em comunicado.
O organismo indicou que, segundo as investigações, as seis pessoas foram assassinadas pela frente número 47 das Farc, liderada pela guerrilheira conhecida como Karina.
Segundo os legistas, os corpos recuperados são de três adultos e três menores de idade que foram assassinados há 5 ou 7 anos.
Outros três corpos de pessoas mortas por paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) foram exumados esta semana no município de San Cristóbal, nas cercanias de Medellín (capital de Antioquia).
As AUC participaram de conversas de paz com o Governo entre 2003 e 2006 e dentro desse processo desmobilizaram mais de 31.000 combatentes.
Um dos ex-chefes dessa organização, Diego Fernando Murillo Bejarano, conhecido como "Adolfo Paz" ou "Don Berna", confessou no dia 26 de novembro que existem valas comuns com restos de mais de 500 vítimas dos paramilitares em Antioquia.
Europa:
Ministério da Defesa britânico perde dados pessoais de 600 mil
O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha confirmou nesta sexta-feira que perdeu os dados confidenciais de mais de 600 mil recrutas e candidatos a integrar as Forças Armadas, depois que um oficial da Marinha teve o computador com as informações roubado.
O laptop, roubado na semana passada, estava dentro de um veículo estacionado durante a noite no centro da cidade de Birmingham, no norte da Inglaterra.
Os dados pessoais armazenados na memória incluem números de passaportes, de seguridade social, contas bancárias, carteiras de motoristas e detalhes sobre a vida familiar.
O Ministério da Defesa disse que está tratando o caso com "a máxima seriedade", e enviando cartas para pessoas cujos detalhes bancários estavam em seu banco de dados. A polícia afirmou que o roubo está sendo investigado de maneira ampla e profissional.
Dados perdidos Este é o mais recente de uma série de casos de perda de dados pessoais na Grã-Bretanha. Em novembro, o governo da Grã-Bretanha anunciou que discos de computador com os dados confidenciais de 25 milhões de pessoas foram perdidos, o que provocou temores de que eles sejam usados para aplicar golpes no país.
Segundo o ministro britânico da Economia, Alistair Darling, os discos pertenciam ao departamento do governo responsável pela coleta de impostos e pelas alfândegas, semelhante à Receita Federal brasileira.
Os dados eram referentes a todas as pessoas que recebem uma pensão paga a famílias que têm menores de 16 anos.
O porta-voz para assuntos de Defesa do Partido Conservador, de oposição, Liam Fox, disse que vai pedir uma explicação sobre o incidente da semana passada no Parlamento.
O laptop, roubado na semana passada, estava dentro de um veículo estacionado durante a noite no centro da cidade de Birmingham, no norte da Inglaterra.
Os dados pessoais armazenados na memória incluem números de passaportes, de seguridade social, contas bancárias, carteiras de motoristas e detalhes sobre a vida familiar.
O Ministério da Defesa disse que está tratando o caso com "a máxima seriedade", e enviando cartas para pessoas cujos detalhes bancários estavam em seu banco de dados. A polícia afirmou que o roubo está sendo investigado de maneira ampla e profissional.
Dados perdidos Este é o mais recente de uma série de casos de perda de dados pessoais na Grã-Bretanha. Em novembro, o governo da Grã-Bretanha anunciou que discos de computador com os dados confidenciais de 25 milhões de pessoas foram perdidos, o que provocou temores de que eles sejam usados para aplicar golpes no país.
Segundo o ministro britânico da Economia, Alistair Darling, os discos pertenciam ao departamento do governo responsável pela coleta de impostos e pelas alfândegas, semelhante à Receita Federal brasileira.
Os dados eram referentes a todas as pessoas que recebem uma pensão paga a famílias que têm menores de 16 anos.
O porta-voz para assuntos de Defesa do Partido Conservador, de oposição, Liam Fox, disse que vai pedir uma explicação sobre o incidente da semana passada no Parlamento.
Oriente Médio:
Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado, disse que ainda não há acordo entre as grandes potências a respeito de uma terceira resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o programa nuclear iraniano.
Rússia e China endureceram sua relutância desde que os EUA divulgaram um relatório de inteligência, no mês passado, admitindo que Teerã não desenvolve armas nucleares desde 2003.
Os EUA, porém, endureceram o tom de suas declarações contra o Irã nas últimas semanas, pedindo sanções mais duras ao país, que insiste no caráter pacífico de suas atividades nucleares.
McCormack disse que a secretária de Estado Condoleezza Rice e os ministros de Relações Exteriores dos quatro outros membros permanentes do Conselho de Segurança ¿ China, Rússia, França e Grã-Bretanha ¿, além da Alemanha, vão continuar discutindo a resolução com sanções durante seu encontro de terça-feira.
"Somos otimistas de que afinal conseguiremos uma resolução. Desejaríamos já ter uma, mas assim aí está a diplomacia multilateral", afirmou o porta-voz.
Já sobre a possibilidade de que haja um acordo na própria terça-feira, ele foi cético. "Vai levar um pouco mais de tempo", disse. Nos últimos dias, McCormack vem se empenhando em reduzir as expectativas quanto à reunião de Berlim, dizendo que ela serve para avaliar a estratégia como um todo.
Um diplomata ocidental disse que, desde o relatório norte-americano de dezembro favorável ao Irã, está "mais difícil lidar" com os chineses e russos nessas negociações.
Vários diplomatas disseram, sob anonimato, que os EUA querem uma nova resolução com mais punições a bancos estatais iranianos e a empresas que tenham dado apoio aos programas nuclear e de mísseis do país.
A Rússia é particularmente contrária a isso, com apoio da China, segundo vários diplomatas. Medidas "draconianas", como sanções aos setores iranianos de gás e petróleo, não estão sendo cogitadas, disse McCormack nesta semana.
Rússia e China endureceram sua relutância desde que os EUA divulgaram um relatório de inteligência, no mês passado, admitindo que Teerã não desenvolve armas nucleares desde 2003.
Os EUA, porém, endureceram o tom de suas declarações contra o Irã nas últimas semanas, pedindo sanções mais duras ao país, que insiste no caráter pacífico de suas atividades nucleares.
McCormack disse que a secretária de Estado Condoleezza Rice e os ministros de Relações Exteriores dos quatro outros membros permanentes do Conselho de Segurança ¿ China, Rússia, França e Grã-Bretanha ¿, além da Alemanha, vão continuar discutindo a resolução com sanções durante seu encontro de terça-feira.
"Somos otimistas de que afinal conseguiremos uma resolução. Desejaríamos já ter uma, mas assim aí está a diplomacia multilateral", afirmou o porta-voz.
Já sobre a possibilidade de que haja um acordo na própria terça-feira, ele foi cético. "Vai levar um pouco mais de tempo", disse. Nos últimos dias, McCormack vem se empenhando em reduzir as expectativas quanto à reunião de Berlim, dizendo que ela serve para avaliar a estratégia como um todo.
Um diplomata ocidental disse que, desde o relatório norte-americano de dezembro favorável ao Irã, está "mais difícil lidar" com os chineses e russos nessas negociações.
Vários diplomatas disseram, sob anonimato, que os EUA querem uma nova resolução com mais punições a bancos estatais iranianos e a empresas que tenham dado apoio aos programas nuclear e de mísseis do país.
A Rússia é particularmente contrária a isso, com apoio da China, segundo vários diplomatas. Medidas "draconianas", como sanções aos setores iranianos de gás e petróleo, não estão sendo cogitadas, disse McCormack nesta semana.
E.U.A:
Segundo o prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, a dirigente sindical Dolores Huerta e a diretora da campanha da ex-primeira-dama, Patti Solis, os avisos foram pagos pela campanha do senador democrata Barack Obama.
Os três fizeram uma conferência telefônica a poucas horas dos cáucus de Nevada, que poderiam ser um marco importante na luta que Hillary e Obama mantêm pela candidatura presidencial democrata.
"Sinto-me pessoalmente ofendida por esses avisos. O mínimo que podemos esperar é que Obama peça a seus seguidores que se abstenham de continuar com eles. Peço a Obama que condene estes avisos", insistiu Solis.
Huerta denunciou que os diretores de campanha de Obama ameaçaram demitir alguns trabalhadores se estes votassem na ex-primeira-dama nos cáucus, em vez de no senador de Illinois.
"Estamos muito preocupados. Esperamos que os diretores de campanha de Obama renunciem a este tipo de tática", acrescentou. Villaraigosa disse que Hillary Clinton sempre foi uma defensora dos trabalhadores, principalmente dos hispânicos.
"Também tem grandes antecedentes de ter trabalhado durante os últimos anos não só pelos trabalhadores, mas também para aumentar o salário mínimo e melhorar os serviços de saúde", afirmou.
"Além disso, é uma pessoa que acredita nos direitos das pessoas, dos sindicatos e de seu direito a negociar", acrescentou. Huerta ressaltou que a relação da senadora com a comunidade hispânica também foi de caráter cultural e social, "o que Obama não tem", disse.
Os três fizeram uma conferência telefônica a poucas horas dos cáucus de Nevada, que poderiam ser um marco importante na luta que Hillary e Obama mantêm pela candidatura presidencial democrata.
"Sinto-me pessoalmente ofendida por esses avisos. O mínimo que podemos esperar é que Obama peça a seus seguidores que se abstenham de continuar com eles. Peço a Obama que condene estes avisos", insistiu Solis.
Huerta denunciou que os diretores de campanha de Obama ameaçaram demitir alguns trabalhadores se estes votassem na ex-primeira-dama nos cáucus, em vez de no senador de Illinois.
"Estamos muito preocupados. Esperamos que os diretores de campanha de Obama renunciem a este tipo de tática", acrescentou. Villaraigosa disse que Hillary Clinton sempre foi uma defensora dos trabalhadores, principalmente dos hispânicos.
"Também tem grandes antecedentes de ter trabalhado durante os últimos anos não só pelos trabalhadores, mas também para aumentar o salário mínimo e melhorar os serviços de saúde", afirmou.
"Além disso, é uma pessoa que acredita nos direitos das pessoas, dos sindicatos e de seu direito a negociar", acrescentou. Huerta ressaltou que a relação da senadora com a comunidade hispânica também foi de caráter cultural e social, "o que Obama não tem", disse.


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