domingo, 13 de janeiro de 2008

NOTÍCIAS DO MUNDO - 13/01/2008

Notícias do Mundo:
América Latina:
Ex-refém das Farc pode entregar provas de vida
A ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo pode entregar nas próximas horas provas de sobrevivência de quatro políticos e de membros da Polícia em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Em entrevista à rádio RCN, a presidente da Associação Colombiana de Familiares de Membros da Força Pública Retidos pelos Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz), Marleny Orjuela, disse que estava claro que "ela (Consuelo) vem a Bogotá a entregar as provas de sobrevivência".
Segundo a porta-voz da Asfamipaz, as provas de vida são dos ex-congressistas Gloria Polanco, Jorge Eduardo Gechem, Orlando Beltrán e do ex-governador Alan Jara.
Também serão reveladas provas de vida do "coronel (Luis) Mendieta, do major Murillo, do capitão Donato e do sargento Harvey Delgado", afirmou.
Orjuela disse que González "conversou com os familiares dos oito seqüestrados e que quando ela chegar a Bogotá as famílias vão estar presentes" para receber os testemunhos de vida.
A presidente da Asfamipaz disse não saber a data em que as libertadas González e a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas deixarão Caracas com destino a Bogotá.
Após sua libertação, González disse que retornaria à Colômbia neste domingo, enquanto Clara Rojas manifestou que ainda não tinha definido por quanto tempo ficaria em Caracas.
González e Clara Rojas foram libertadas na quinta-feira passada pelas Farc em uma zona selvática do departamento colombiano do Guaviare.
Oriente Médio:
Emirados recebem Bush em sua passagem pelo Golfo Pérsico
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) deram as boas-vindas ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que chega hoje a este país do Golfo Pérsico, mas manifestaram que a região árabe precisa de ajuda para o desenvolvimento econômico, e não de tensão.
Bush deve aterrissar em Abu Dhabi antes do meio-dia (horário local), procedente do vizinho Barein, em uma viagem pelo Oriente Médio e o Golfo Pérsico, na qual visitou também Israel, Cisjordânia e Kuwait.
Nos Emirados, um dos estreitos aliados árabes dos EUA, suas conversas serão centradas, da mesma forma que nas capitais que visitou até agora, no processo de paz no Oriente Médio, no programa nuclear iraniano, na segurança do Golfo e nas crises no Iraque e Líbano.
Além de reunir-se com o presidente dos EAU, xeque Khalifa Bin Zayed al-Nahyan, Bush pronunciará hoje um discurso em Abu Dhabi, e realizará amanhã uma breve visita a Dubai, a capital comercial dos Emirados, antes de seguir viagem para a Arábia Saudita e o Egito.
O ministro de Assuntos Exteriores dos EAU, xeque Abdullah bin Zayed al-Nahyan, qualificou de "histórica" a visita de Bush a este país, e elogiou as "sólidas" relações com Washington nos âmbitos político, econômico, militar e cultural.
O xeque Abdullah, citado pela imprensa local, destacou que os EAU são o parceiro comercial mais importante de Washington na região, e cifrou em US$ 13 bilhões o volume da troca comercial entre os dois países em 2006.
As autoridades locais insinuaram, no entanto, que tanto os Emirados como os demais Estados árabes estão mais centrados no desenvolvimento econômico do que em questões militares, em alusão a sua oposição aos planos de Bush de pedir sua ajuda contra o Irã.
"Acreditamos que a ajuda na construção de uma economia regional forte é o melhor meio para conseguir uma permanente estabilidade social no Oriente Médio", disse o xeque Mohamad bin Rashid al-Maktoum, o vice-presidente dos EAU.
O xeque Mohamad, quem é também primeiro-ministro dos EAU e governante de Dubai, considerou que os árabes querem se concentrar no ensino e na criação de oportunidades de trabalho, já que só no mundo árabe "há 80 milhões de jovens sem trabalho".
"O ensino e o trabalho são a base para construir um mundo mais seguro, e se trabalharmos por eles haverá a cada dia menos jovens decepcionados e diminuirão os que estão dispostos a adotar idéias radicais", acrescentou o xeque Mohamad em artigo que publica hoje no jornal local "Al Bayan".
E.U.A:
Hillary participa este fim de semana de diversos encontros políticos em Las Vegas e Reno, em Nevada, um Estado onde o voto dos hispânicos e dos sindicatos pode ser fundamental nos "caucus" do dia 19.
"Ajudem-nos a conseguir um objetivo comum nos Estados Unidos, que é o progresso, não só para os ricos e os que têm conexões, mas para todos", afirmou Hillary em discurso para o público hispânico em Las Vegas.
"Todos merecem uma oportunidade de alcançar o sonho americano. Por isso me postulei para a presidência", acrescentou. A cada declaração, o público respondia com gritos de apoio e a chamava de "a presidente".
Em Nevada, 23,5% da população é de origem hispânica, e calcula-se que os latinos representem 11% do eleitorado desse Estado. Embora muitos não possam votar porque vivem ilegalmente no país ou não têm a idade necessária, os grupos cívicos realizam campanhas de inscrição de eleitores sem precedentes, e os pré-candidatos percorrem os bairros latinos em busca de votos.
Na quinta-feira, Hillary visitou um bairro latino para conversar com possíveis eleitores, e no dia seguinte fez o mesmo em Los Angeles. A pré-candidata retornou hoje a Nevada com a promessa de que, se assumir a presidência, tomará medidas para melhorar a vida dos hispânicos.
Europa:
Sérvios marcam um novo passo em direção à reintegração
Inimigos dos croatas durante a guerra de 1991-95, os sérvios da Croácia, numerosos em fugir do país ao final do conflito, marcam, agora, um novo passo no difícil processo de reintegração, com a entrada neste sábado no governo de um ministro que os representam.
Trata-se de Slobodan Uzelac, 60 anos, do Partido independente democrático sérvio (SDSS), que ocupará o cargo de vice-primeiro-ministro, encarregado do desenvolvimento econômico, da reconstrução e do retorno dos refugiados, no governo do conservador Ivo Sanader, aprovado neste sábado pelo parlamento croata.
Será o primeiro ministro sérvio a integrar um governo croata desde o conflito.
Em 1991, quando a Croácia havia proclamado sua independência e rompido com a então Iugoslávia, os separatistas sérvios do país, apoiados militarmente pelo regime no poder em Belgrado, haviam proclamado a própria "república" em cerca de um terço do território da Croácia expulsando o conjunto de sua população croata.
No final do conflito, principalmente durante a operação "Tempestade", lançada em agosto de 1995 pelas forças croatas para retomar o controle destes territórios, 280.000 sérvios fugiram em direção à Sérvia e aos territórios com população de maioria sérvia na vizinha Bósnia.
Até o momento, cerca de 130.000 entre eles tentaram voltar, mas apenas um pouco mais de 50% destes aí vivem realmente, segundo o Alto Comissariado para os Refugiados (HCR) da ONU.
Os outros deixaram novamente seus lares, porque situados principalmente nas zonas subdesenvolvidas do país.
O líder da minoria, Milorad Pupovac, precisou recentemente que cerca de 100.000 refugiados sérvios desejavam sempre retornar à Croácia.
Seu retorno, a restituição e a reconstrução de suas propriedades destruídas durante a guerra, assim como o respeito a seus direitos fazem parte das principais condições impostas a Zagreb pela União Européia, à qual a Croácia espera se somar até o final da década.
Segundo a OSCE, as autoridades croatas se comprometeram a assegurar até 2009 a construção de 7.000 alojamentos para os sérvios que retornarem à Croácia.
Os sérvios, que constituíam antes da guerra 12% da população da Croácia, são ainda hoje a mais importante minoria do país, com 4,5% de uma população total de 4,4 milhões de habitantes.

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